As suas vidas podem parecer saídas de um conto de fadas, mas nem os títulos reais garantem finais felizes. Da conturbada relação entre Diana e Carlos III ao divórcio amigável dos príncipes dos Países Baixos, recordamos alguns dos casamentos da realeza que chegaram ao fim.
Princesa Margarida e Antony Armstrong-Jones
A princesa Margarida, irmã da rainha Isabel II, e Antony Armstrong-Jones conheceram-se no final dos anos 50, tendo mantido o romance em segredo até ao anúncio do noivado, em 1960. Casaram três meses depois, criando uma série de precedentes para as gerações futuras. Foi o primeiro casamento entre um membro da realeza britânica e um plebeu em quatro séculos, mas foi também o primeiro divórcio de um membro sénior da família real britânica em 77 anos.
A relação ficou marcada por infidelidades de ambas as partes. Antony Armstrong-Jones teve, inclusive, uma filha fora do casamento, nascida em 1960, fruto da relação com Camilla Fry, mulher do seu amigo Jeremy Fry. A paternidade só viria a ser confirmada muitos anos mais tarde.
Joaquim da Dinamarca e Alexandra Manley
Desde 1846, quando o rei Frederico VII se divorciou pela segunda vez, que não havia divórcios na realeza dinamarquesa. E voltou a acontecer em 2004, quando príncipe Joaquim, o filho mais novo da rainha Margarida, se separou de Alexandra Manley “depois de muitas e difíceis considerações”, anunciou o palácio real, na altura. O divórcio do casal já era amplamente especulado pelos meios de comunicação antes de ser oficializado. Nessa altura, Joaquim estava associado a “festas, uma paixão por música alta, bebidas fortes e companhia feminina atraente”, segundo a imprensa dinamarquesa. Os dois conheceram-se num jantar privado, em Hong Kong, em 1994, um ano antes de se casarem. Na altura, o príncipe trabalhava numa empresa de transporte marítimo.
Os dois tiveram dois filhos: Nikolai, hoje com 27 anos, e Félix, de 24 anos, que usaram o título de príncipes até 2023. Nessa altura, a rainha Margarida, recorde-se, decidiu retirar os títulos reais de princesa e príncipe a todos os netos, com o objetivo de permitir que os membros mais novos da “realeza tivessem vidas mais normais”.
Bernardo dos Países Baixos e Annette Sekrèvet
Este é um dos casos mais recentes de divórcio na realeza europeia. O príncipe Bernardo dos Países Baixos e Annette anunciaram, no início deste ano, que iriam separar-se. “Depois de 25 anos de casamento, decidimos divorciar-nos. Fazemo-lo de comum acordo e com respeito mútuo. Continuaremos juntos a cuidar dos nossos filhos”, anunciaram os dois através do Serviço de Informação do Governo dos Países Baixos.
Bernardo é filho da princesa Margarida, irmã da antiga rainha Beatriz, e de Pieter van Vollenhoven. Por não ser filho de um monarca reinante, não está na linha direita de sucessão ao trono. Conheceu Annette no final dos anos 90, durante a universidade. Os dois casaram-se em 2000 e tiveram três filhos: Isabella, de 24 anos, Samuel, de 22, e Benjamin, de 18.
Princesa Stéphanie do Mónaco e Daniel Ducruet
O casamento da princesa Stéphanie e Daniel Ducruet foi bastante mediático, mas foi “sol de pouca dura”. Conheceram-se em 1986, quando Ducruet integrou a equipa de segurança do irmão da princesa, agora príncipe Alberto II. A relação manteve-se discreta durante alguns anos, até que, em 1991, os paparazzi fotografaram o casal aos beijos no Estoril. A relação gerou polémica desde o início.
Na altura, Ducruet tinha uma namorada, Martine Malbouvier, que estava grávida de seis meses, e chegou a ser acusado de agressão. Apesar da oposição inicial do príncipe Rainier III, pai de Stéphanie, a relação acabou por ser aceite. Quando se casaram, em julho de 1995, a princesa e Ducruet já eram pais de dois filhos: Louis, nascido em 1992, e Pauline, nascida em 1994. Em setembro de 1996, veio a público que Ducruet estava a trair a princesa com uma stripper, o que acabou por precipitar o divórcio. Depois da separação, Stéphanie voltou a casar-se, em 2003, com o equilibrista Adans Lopez Peres. A união também foi de curta duração, terminando cerca de um ano depois, em 2004.
Príncipe André e Sarah Ferguson
André, o terceiro filho de Isabel II, conheceu a futura mulher através da princesa Diana, que convidou Sarah, de origem aristocrática, mas sem título nobiliárquico, para um almoço no Castelo de Windsor. O casamento, celebrado em 1986, na Abadia de Westminster, foi transmitido em todo o mundo. Nos anos que se seguiram, o casal deu as boas-vindas a duas filhas, Beatrice, em 1988, e Eugenie, em 1990. Por essa altura, porém, começavam a surgir sinais de que a vida a dois não era tão simples como poderia parecer. Enquanto André passava longos períodos ao serviço da Marinha, Sarah sentia-se cada vez mais isolada e com dificuldades em adaptar-se às exigências e expetativas inerentes à vida na realeza.
A “separação amigável” foi oficialmente anunciada em 1992. No mesmo ano, foram divulgadas fotografias de paparazzi que mostravam Sarah em topless, durante umas férias em França, num momento íntimo com John Bryan, um consultor financeiro norte-americano. Embora o divórcio tenha sido finalizado em 1996, Sarah e o agora ex-príncipe André continuaram a passar férias juntos, a partilhar a educação das filhas e a viver na mesma casa. Nos anos seguintes, foram associados a diversos escândalos, sendo o mais recente o caso de Jeffrey Epstein.
Carlos III e Diana Spencer
Este é, sem sombra de dúvidas, o casamento real mais mediático de sempre. A futura princesa Diana, na altura com 16 anos, foi apresentada a Carlos, que tinha 29, através da sua irmã mais velha, lady Sarah McCorquodale. Passaram-se três anos até voltarem a cruzar-se, em 1980, ano em que começaram a namorar. O esperado casamento aconteceu em julho de 1981, pouco mais de cinco meses depois do noivado ter sido anunciado. Estima-se que 750 milhões de pessoas tenham acompanhado a transmissão da cerimónia, em todo o mundo. Porém, o que parecia ser um verdadeiro conto de fadas revelou-se um pesadelo.
Para além das pressões externas, Lady Di lidava ainda com questões relacionadas com bulimia e depressão pós-parto, como contou na entrevista que deu à BBC Panorama, em 1995. A separação aconteceu em 1992 e, no ano seguinte, rebentou o escândalo que expôs conversas íntimas entre Carlos e uma paixão antiga, Camilla Parker Bowles, com quem se terá envolvido dois anos depois do nascimento do seu segundo filho, Harry. Camilla viria a tornar-se a sua segunda mulher e atual rainha do Reino Unido.



