Durante 26 anos, Clément Vandenkerckhove viveu longe dos holofotes da realeza. Vendedor de automóveis, construiu a sua vida com o apelido da mãe, sem imaginar que, um dia, iria fazer parte da família real belga.
A história começou muito antes de Clément nascer, quando a mãe, a cantora Wendy Van Wanten, cujo nome verdadeiro é Iris Vandenkerckhove, se envolveu com o príncipe Laurent. Os dois conheceram-se por acaso, num desfile de moda em Paris, na década de 1990. Anos depois, em agosto de 2000, nasceu Clément. Mas o rapaz cresceu sem conhecer toda a verdade sobre as suas origens. Só aos 16 anos é que a mãe lhe revelou que o seu pai era, afinal, o príncipe Laurent.
A confirmação chegou através de um teste de ADN, realizado há seis meses, e Laurent da Bélgica, de 62 anos, foi ‘obrigado’ a reconhecer finalmente Clément como seu filho. O jovem passou, assim, a ter direito ao estatuto de príncipe e à herança da propriedade privada do pai, juntando-se aos três filhos que Laurent tem do casamento com a princesa Claire: Louise, Nicolas e Aymeric.
Apesar do novo título, Clément não terá direito a uma pensão real, não deverá desempenhar funções oficiais e está excluído da linha de sucessão ao trono. Poderia ainda adotar o apelido Saxe-Coburg, mas decidiu manter o nome da mãe. “Tenho orgulho do nome Vandenkerckhove”, afirmou. Para Clément, abdicar dele seria trair tudo aquilo que a mãe fez por si. Agora, é Clément quem escreve um novo capítulo na monarquia belga: o de um homem comum que, aos 26 anos, descobriu que afi nal tinha sangue azul.



